Jacier Dias e Marcos Cabeludo teriam recebido terrenos
 
Patrocinador da primeira delação premiada na Polícia Federal de Vilhena (lembre aqui), que acabou deflagrando a “Operação Stigma”, que há dois anos vem revelando escândalos na administração municipal, o vice-prefeito Jacier Dias (PSC) acaba de pagar na mesma moeda.
 
Delatado por investigados num esquema de propinas pagas por empresários do setor imobiliário, Jacier foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira, 02, em seu hotel, no bairro Jardim América. Contra ele, de acordo com fontes do FOLHA DO SUL ON LINE, existe a prova do recebimento de um terreno. O imóvel teria sido registrado em nome da esposa de Jacier, que concorreu a vereador em outubro, mas não obteve votos para chegar à Câmara.
 
Também teve a prisão decretada pela mesma ação da PF o vereador Marcos Cabeludo (PHS), que disputou o terceiro mandato na Câmara de Vilhena, mas não conseguiu se reeleger. Ele foi preso em casa, na mesma data, no bairro São José, por agentes da Polícia Federal. Contra o parlamentar existem provas do recebimento de terreno e de cheques emitidos no esquema. Os lotes também teriam sido registrados em nomes de pessoas próximas a Cabeludo.
 
As autoridades não deram maiores informações sobre as prisões, mas as investigações da PF podem revelar uma organização criminosa muito maior do que se imaginava anteriormente. Outros empresários que também pagaram propinas podem deixar de receber o benefício da delação premiada por se atrasarem na decisão de “contar tudo”.
 
“Estamos chegando à conclusão de que os que pagaram propinas, mas estão se negando a colaborar, merecem ser condenados como partícipes deste crime”, diz uma autoridade, sinalizando que os que deixarem para falar por último não terão mais o que revelar, tamanha é a quantidade de provas já coletadas até agora.