A Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, emitiu nota oficial e produziu um vídeo para esclarecer informações relacionadas ao atendimento da gestante Estephany Blem, ocorrido no dia 16 de agosto. A manifestação aconteceu após a divulgação, na segunda-feira, 24, de vídeo nas redes sociais, mostrando o nascimento de sua filha em casa.
A manifestação é a segunda sobre o mesmo episódio: a Santa Casa de Chavantes, que comanda unidades de saúde em Vilhena, já havia se pronunciado quanto ao parto realizado em casa. O nascimento incomum da criança viralizou nas redes sociais (LEMBRE AQUI e LEIA ABAIXO, na íntegra, a nota do município)
“A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que a paciente foi atendida e avaliada pela equipe médica de plantão quando procurou a maternidade, por volta das 11h30, após o início de contrações. Na avaliação realizada naquele momento, foram identificados batimentos cardíacos fetais de 143 bpm, 2 cm de dilatação cervical e contrações leves e esporádicas.
Diante do quadro clínico apresentado, a equipe não identificou, naquele momento, sinais que caracterizassem trabalho de parto ativo com indicação de internação. A paciente foi orientada a retornar para nova avaliação posteriormente e a procurar imediatamente a unidade caso houvesse intensificação das dores ou mudança em seu quadro clínico.
O que ocorreu posteriormente foi uma evolução extremamente rápida do trabalho de parto. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, por volta das 14h30 a gestante ainda estava em casa e, aproximadamente uma hora depois, às 15h30, ocorreu o nascimento da criança. Após o parto, mãe e bebê foram encaminhadas à maternidade, onde receberam atendimento da equipe de saúde e, conforme informado, estavam bem.
É importante esclarecer, portanto, que não procede a interpretação de que a gestante ficou sem atendimento ou foi simplesmente dispensada sem avaliação. Ela procurou a unidade, foi examinada por médico de plantão, teve suas condições maternas e fetais avaliadas e recebeu orientação de acordo com o quadro apresentado naquele momento.
Também é importante destacar que o atendimento nas unidades de urgência e emergência segue classificação de risco, justamente para estabelecer a prioridade de cada paciente de acordo com sua condição clínica. A ordem de atendimento não é determinada apenas pelo horário de chegada, mas pela avaliação da gravidade e da necessidade de cada caso.
No caso das gestantes, essa avaliação considera, entre outros fatores, as condições clínicas da mãe, a evolução das contrações e os sinais relacionados ao bem-estar fetal. Nem toda gestante que apresenta contrações está, naquele momento, em trabalho de parto ativo, razão pela qual a conduta médica pode ser a observação, orientação e reavaliação, conforme a evolução do quadro.
Ainda assim, a Secretaria Municipal de Saúde entende que todo caso que gere dúvida ou questionamento sobre a qualidade e a segurança da assistência deve ser apurado com seriedade e transparência. Por determinação do secretário municipal de Saúde, Wagner Borges, foi instaurada uma sindicância para analisar as circunstâncias do atendimento, os procedimentos adotados pela equipe e a evolução do caso, garantindo que os fatos sejam avaliados de maneira técnica e responsável.
A Prefeitura de Vilhena reforça que sua prioridade é garantir uma assistência segura, humanizada e baseada em critérios técnicos, especialmente em situações que envolvem gestantes, mães e recém-nascidos. Ao mesmo tempo, a Administração Municipal reafirma que não irá se furtar à apuração de qualquer situação que possa contribuir para o aprimoramento dos serviços de saúde oferecidos à população”.
CLIQUE ABAIXO e assista o vídeo gravado pelo médico Nilton Ramirez, obstetra e coordenador da maternidade, que atendeu a gestante.