Graebin e Cabeludo já foram alvos de outra investigação
 
Empacada há quase quatro meses, a CPI instalada na Câmara de Vilhena, para investigar os vereadores Vanderlei  Graebin (PSC) e Marcos Cabeludo (PHS), pode ser concluída até o final do mandato dos dois, em dezembro deste ano. Isso porque, ao contrário das anteriores, que tinha prazo para ser concluídas, sob pena de anulação, esta foi criada através de um outro rito.
 
Graebin, que teve o mandato cassado pela CPI anulada pela justiça, conseguiu retornar ao cargo. Cabeludo também era investigado por outra CPI, que nem chegou a ser finalizada, e teve que ser cancelada, porque não é possível manter ambas abertas ao mesmo tempo.
 
Os dois vereadores foram denunciados pelo auxiliar marceneiro Uéliton Silva, 31 anos, que pediu a investigação que pode cassar os mandatos de ambos. A justificativa para pedir a CPI é a denúncia do MP contra Marcos e Graebin, acusados de desvios em licitações da Câmara no período em que presidiram a Casa.
 
A CPI tem a seguinte formação: Rafael Maziero, do PSDB (presidente); França Silva, do PV (relator); e Rogério Golfetto, do PDT (membro). Até agora, nenhuma testemunha foi ouvida pela CPI, que segue se arrastando nos escaninhos da burocracia parlamentar.