Alterações na Lei Eleitoral foram aprovadas esta semana pela Câmara dos Deputados
 
 Duas mudanças nas regras eleitorais, aprovadas esta semana pela Câmara dos Deputados, podem ter efeitos na eleição municipal de Vilhena, no ano que vem, se não forem vetadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).
 
A primeira mudança beneficia o empresário Jaime Bagattoli (PSL), que ainda não decidiu se concorrerá a prefeito. Pela nova legislação, ele poderá gastar o quanto quiser de recursos próprios na campanha. Dono de um patrimônio multimilionário, Bagattoli poderá desequilibrar a disputa, se resolver se aproveitar da regra aprovada pelos deputados federais.
 
Outro que também leva vantagem com a alteração nas regras eleitorais é o ex-prefeito Melki Donadon (PDT), que hoje estaria fora da disputa em razão de problemas judiciais. Ele concorreu sob liminar nos últimos pleitos que disputou.
 
Agora, caso seja sancionada a tempo de valer para o ano que vem, a nova lei eleitoral estabelece que o candidato não precisa mais provar que é “ficha limpa” no momento do registro de seu nome para a disputa.
 
Melki, portanto, poderia concorrer e, somente após o resultado é que a Justiça Eleitoral iria verificar se ele estava apto para a disputa.