Ex-prefeito estaria entre os alvos, mas informação ainda não foi confirmada
Em texto veiculado na página da instituição na internet, o Ministério Público de Rondônia falou da ação policial deflagrada, batizada de “Operação Pitonisa”, nesta terça-feira, 28, em cinco cidades de Rondônia (três delas do Cone Sul), quando foram cumpridos mandados de busca em escritórios de advocacia. Lembre aqui.
O MP, no entanto, omitiu os nomes dos alvos da ação, suspeitos de cometer uma série de crimes, incluindo tráfico de influência. Extraoficialmente, o site obteve a informação de que um ex-prefeito de Rondônia estaria entre os investigados.
Um dos advogados que tiveram seu escritório devassado começou suas atividades em Cerejeiras, mas expandiu e abriu outros em diferentes cidades. Atualmente, ele mora em Ji-Paraná.
PITONIZA (OU PITONISA)
A pítia ou pitonisa era a sacerdotisa do templo de Apolo, em Delfos, Antiga Grécia, situado nas encostas do monte Parnaso. A pítia era amplamente renomada por suas profecias, inspiradas por Apolo, que lhe davam uma importância pouco comum para uma mulher no mundo dominado pelos homens da Grécia Antiga.
Leia abaixo, na íntegra, a publicação do Ministério Público:
O Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Cerejeiras, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumprindo decisão da 2ª Vara Genérica daquela localidade, realizou na manhã desta terça-feira (28/05) buscas e apreensões nos domicílios residenciais e profissionais de seis pessoas investigadas pelas práticas de crimes de advocacia administrativa (art. 321 do Código Penal), tráfico de influência (art. 332 do Código Penal), corrupção ativa e passiva (art. 317 do Código Penal), violação de sigilo funcional (art. 325 do Código Penal) e associação criminosa (art. 288 do Código Penal).
A decisão judicial foi cumprida nos municípios de Porto Velho, Ji-Paraná, Vilhena, Cerejeiras e Corumbiara, e inclui ainda o afastamento cautelar de dois servidores públicos estaduais. A identidade dos envolvidos será mantida em sigilo em atenção ao princípio da intimidade e do devido processo legal, abrangido que está o princípio da presunção de inocência. Todos os direitos constitucionais e infraconstitucionais dos envolvidos foram assegurados pelos policiais civis e militares que auxiliaram no cumprimento da decisão.
A operação é denominada PITONISA em referência a denominação dada a um dos integrantes da associação criminosa: oráculo.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Maio de 2019, às 19:33