O ex-prefeito Melki Donadon (PTB), que quatro anos atrás teve a ousadia de escalar a própria esposa, Rosani Donadon, como candidata a vice em sua chapa, inspirou um seguidor em Mato Grosso: o ex-prefeito de Nova Xavantina, Robison Pazetto (PP), que vai concorrer novamente ao cargo, terá como candidata a vice-prefeita a própria esposa, Vanusa Celestino Pazetto (PP).
A chapa foi definida em convenção do Partido Progressista (PP) e aliados: PCdoB, PSL, PRP e PRB, domingo (10). Pazetto ressaltou que não existe impedimento jurídico para essa situação e o que pesou nessa decisão é fato de Vanusa ser muito querida em Nova Xavantina.
Assim como o vilhenense, o mandatário mato-grossense enfrenta problemas na justiça e vai às urnas sob ameaça de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Donadon pretende ir à convenção do PTB e concorrer mesmo escorado em decisão provisória da Justiça Eleitoral. Já anunciou, no entanto, que se for impedido de disputar o pleito, escalará Rosani como candidata.
Ao explicar a opção pela mulher como companheira de chapa, o ex-prefeito do Estado vizinho disse: “Minha esposa fez um grande trabalho no social e o povo adora ela. Estou finalizando uma pesquisa que prova isso”.
O ex-prefeito nega que indicação da esposa para vice se deve ao fato dele ser candidato sob efeito de liminar. “De maneira alguma, minha punição era de três anos e venceu dia 08 de junho. Eu não tenho nenhuma condenação e a liminar é apenas para resguardar o meu direito de candidato”, completou.
Pazetto foi acusado na campanha passada de crime de abuso econômico de ter repassado R$ 40 a um eleitor para votar nele, cujo crime não teria sido comprovado segundo ele.
O ex-prefeito afirma que não tem nenhuma condenação contra ele portanto não seria ficha suja e estaria apto a disputar a eleição.
“Eu não sou ficha suja porque não tenho condenação. Responder ação de improbidade administrativa é uma coisa, condenação é outra", ponderou.
Sobre as acusações de que teria deixado R$ 9,1 milhões de dívidas na prefeitura, Pazetto conta que esse valor é de administrações passadas sobre resto a pagar de previdência parcelados em 240 meses.
“Se fossem minhas, eu não poderia ser mais candidato”, finalizou.