O deputado federal Padre Ton (PT) esteve em Vilhena nesta sexta-feira 17, ocasião em que participou de reunião política em favor do candidato à reeleição Confúcio Moura (PMDB). Derrotado no primeiro turno, o petista afirmou ter seguido a tendência natural do cenário político, alinhando-se ao PMDB, principal agremiação política da base do governo federal. Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, ele reconheceu que a legenda encolheu significativamente no Estado, e que é preciso uma reestruturação no partido em Rondônia.
Ao comentar a perda de representatividade no Poder Legislativo, que fez o PT retornar ao patamar em que se encontrava no início da legislatura de 1.999, com apenas dois deputados estaduais, Padre Ton argumentou que, no entanto, o partido possui expressivo patrimônio político em âmbito estadual. “Somamos 12% dos votos, mantendo nossa média histórica, e como são votos fiéis, isto significa que temos peso político de porte, tanto que somos sempre chamados por outros partidos para formar alianças em época de eleição”, afirmou. Entretanto, ele reconheceu que há muitos erros e excessos entre os dirigentes petistas em Rondônia, e que o partido precisa ser “repensado”.
Presidente do Diretório Estadual do partido, Ton pretende dedicar-se agora à reorganização e pacificação da legenda, cujos militantes se encontram divididos. “Precisamos recuperar o terreno perdido, e para tanto é preciso união e coesão interna, com todos os nossos integrantes pensando da mesma forma”.
Sobre a decisão de apoiar Confúcio Moura, ele declarou que era o caminho natural da legenda. Questionado acerca dos problemas que aconteceram entre o PT e o governador no início do atual mandato, ele declarou que o partido cometeu erros graves, principalmente em nível de bancada no Poder Legislativo estadual. “Fazíamos parte do governo, mas nossos deputados estaduais se posicionavam contra a administração Confúcio na Assembleia. É claro que isso não iria dar certo”, disse.
Finalizando, ele declarou que o governo também precisa mudar condutas na administração do Estado para a próxima gestão. “É preciso mudar de estratégia e condução de setores como Saúde e Infraestrutura, e o governo tem que ser mais transparente. É isso que reivindicamos do candidato para ingressar na campanha do segundo turno”, explicou.
O candidato a vice-governador Daniel Pereira (PSB), que participaria da agenda em Vilhena com o petista, acabou não vindo a cidade.