Assunto rendeu polêmica e foi parar no Ministério Público

Após o administrador do cemitério Cristo Rei, em Vilhena, Adair Tibes, tentar justificar a cobrança de uma taxa para o sepultamento de um bebê, em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, o pai da criança, o comerciante Gilson da Silva Alles, esteve na redação do site e voltou ao assunto.

O empresário mostrou as duas taxas retiradas na prefeitura e quitadas, para garantir o sepultamento do filho. E confirmou que outros R$ 850,00 também foram exigidos, sob a justificativa de que a exumação de um tio do bebê, ao lado do qual ele seria sepultado, era um “serviço terceirizado”.

Indignado com as explicações de Tibes, Gilson disse que, após a publicação da denúncia, outras pessoas o procuraram para se queixar do mesmo problema. “Isso não pode acontecer num espaço público, como o cemitério”.

Alles também disse que o serviço pelo qual os familiares de falecidos são cobrados “à parte”, não é executado por empresa e sim por pessoas que ficam circulando dentro do cemitério, oferecendo esse tipo de mão-de-obra.

O denunciante disse que pretende acompanhar a investigação do caso pelo Ministério Público. “Não é justo o que fazem. Eu sofri isso, mas não quero que ninguém mais passe pelo mesmo”, finalizou, pedindo para que seu rosto não fosse mostrado na reportagem.