O pai da menina de 5 anos, internada com pneumonia no Hospital Regional de Vilhena, e cuja mãe acionou a polícia na manhã de hoje, denunciando o estabelecimento, procurou o FOLHA DO SUL ON LINE para se manifestar sobre o caso.
O empresário, que pediu para ter seu nome preservado, disse que não são verdadeiras as denúncias da mulher. Ela chegou a acionar a polícia alegando risco de pacientes do HR serem infectados pelo vírus H1N1. A denunciante garantiu ter testemunhado a morte de duas crianças com sintomas da doença.
Ao desmentir a autora das acusações contra o hospital, o pai da menina disse que ela estava em Cerejeiras, recebendo atendimento que não era adequado. “Minha filha está medicada e não corre qualquer risco”, disse o empresário.
O próprio Regional emitiu nota oficial para explicar a situação e prevenir a disseminação do pânico que eventualmente pudesse ser gerado a partir das declarações da mulher. Na foto que ilustra esta reportagem aparecem o diretor geral do hospital, Adilson Vieira Rodrigues, e a bioquímica Roberta Castilhos, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Leia abaixo, na íntegra, a nota da direção do HR:
Nota de Esclarecimento
A Secretaria Municipal de Saúde em Vilhena vem a público informar a população sobre os casos de H1N1 no município.
De acordo com a Secretaria, de todos os casos investigados e suspeitos (depois de realizada coleta de amostra para diagnostico de influenza em casos suspeitos), três foram confirmados através de exames laboratoriais. Os outros casos foram descartados.
A Secretaria de Saúde assegura que as medidas necessárias de controle quanto à situação sobre a doença H1N1, tanto no ambiente hospitalar como também na Rede de Atenção Básica de Saúde, estão sendo realizadas.
Inclusive na manhã desta quinta-feira, 05, foram oferecidos treinamentos e orientações quanto à H1N1 para os médicos, profissionais do Hospital Regional, equipe da Atenção Básica e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Os participantes traçaram metas e condutas de acordo com protocolo de Influenza, determinado pelo Ministério da Saúde.
Esse é um período com muitas mudanças climáticas, justamente quando há os picos de incidências virais. A Secretaria de Saúde ainda recomenda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário (como crianças, idosos, gestantes, portadores de doenças crônicas, profissionais da saúde, mulheres com até 45 dias pós-parto), devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receberem a vacina contra a Influenza.
Semcom