Tiago Batizoco comandou o Vilhena na Copa do Brasil de 2011 

Morando há cerca de seis meses em Vilhena, o treinador Tiago Batizoco visitou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE esta semana e falou sobre temas diversos ligados ao futebol. 

Este ano, o treinador que tem passagens pelo futebol paulista, matogrossense, sul-matogrossense, e é reconhecido em Rondônia onde atuou por clubes de expressão como Ji-Paraná e Vilhena, comandou o Esporte Clube Comercial no Campeonato Sul-Matogrossense,  conquistando o vice-campeonato. Também teve passagem pelo Rondoniense, onde ocupou o cargo de gerente de futebol. 

No segundo turno do Campeonato Estadual, aceitou o desafio de comandar o Ji-Paraná na reta final, conquistando um empate e três vitórias, classificando o Galo para a decisão de Returno, mas perdeu a vaga no TJ/RO pela escalação irregular de Junior Cabeça. “Se eu lamento? É claro que eu lamento, afinal, poderíamos ter chegado à disputa do título Estadual, mas tudo que aconteceu é para a melhora do futebol de Rondônia”, pontuou o treinador, antes de explicar: “Que isso sirva de lição para que os clubes, e até a federação, tenham mais organização”, argumentou.

O homem que foi gerente de futebol do Rondoniense, acredita que o campeão estadual de 2016 tem tudo para se tornar uma potência do Estado nos próximos anos, mas afirma que o periquito precisa resolver alguns problemas para que essa possibilidade venha a se tornar uma realidade.  “Hoje o RSC tem o melhor Centro de Treinamento do Estado, as contas estão em dia e dispõe de credibilidade conquistada pela forma transparente com a qual atua; mas precisa resolver alguns problemas extra campo e estruturar melhor a divisão profissional,” analisou Batizoco.

Batizoco lamenta o fim o Vilhena Esporte Club, time que comandou no Estadual Sub-20 e Copa do Brasil de 2011, quando o Lobo enfrentou o Avaí-SC, e foi eliminado na primeira fase. Para o treinador, a ausência do VEC no Estadual deste ano tirou parte do brilho da competição. “Sem contar que caiu o nível técnico e de competitividade do campeonato”, pontuou.

Para Batizoco, União Cacoalense, Vilhena e Ji-Paraná são os clubes de maior referência no Estado de Rondônia, e por causa de más administrações fecharam ou estão prestes a fechar as portas. “Da mesma forma que o atleta, o treinador ou preparador físico tem que evoluir,  buscando conhecimentos e formação para melhor desempenhar seu trabalho, os dirigentes também precisam dessa evolução, e eu não vejo isso”, disse o treinador.    

Ainda falando sobe o VEC, Batizoco disse que a cidade de Vilhena tem hoje o que nenhuma outra de Rondônia possui: um time base. “A cidade de Vilhena é privilegiada, porque tem aqui um time base que mescla experiência e juventude”, argumentou Batizoco, citando os veteranos Edilsinho, Cabixi, Cucaú e Rocha; e os jovens Pablo e Tuquinha. “Basta um pouco de vontade para a cidade ter de novo um representante no Estadual”, finalizou o treinador. 

Sobre a Federação de Futebol do Estado de Rondônia – FFER, o filho de Ribeirão Preto disse que a entidade não apenas cumpre o papel dela, de organizadora das competições estaduais, mas também contribui de forma positiva com os clubes com isenções de algumas taxas, por exemplo. “Sem contar com a força política que seu presidente tem junto a CBF”, finalizou Batizoco, referindo-se ao veterano ex-deputado Heitor Costa.