Dentro do partido, há mecanismo para coibir que candidatos e eleitos pelo Novo se desviem de compromissos
Criado em 2011 por um grupo de pessoas que não estavam satisfeitas com altos impostos, que afetam a qualidade dos serviços oferecidos à população, o início da história do Partido Novo contou com a participação de advogados, administradores, engenheiros, médicos e outros profissionais liberais.
“Para mudar o país, o ideal seria a formação de um partido político que pudesse dar voz e participação para as pessoas com o ideal de ter um Estado mais eficiente”, explica o administrador Ricardo Silvestre Soares, que hoje é um dos líderes do Novo em Vilhena. Atualmente, o partido conta com 14 filiados no município.
Em processo de crescimento na maior cidade do Cone Sul de Rondônia, a intenção do grupo é mostrar o partido para que as pessoas se identifiquem, engajem e filiem-se. Deste modo, argumentam os militantes, será possível ter um corpo para montar o diretório e lançar um candidato em 2020.
É possível acompanhar as ações do grupo no Cone Sul pela página de Facebook “Novo 30 Vilhena/RO”, onde são divulgadas as datas de reuniões.
Para se filiar é preciso entrar no site https://novo.org.br, onde há todo o processo de cadastro e envio de documentos, que são analisados no diretório. Há também uma série de perguntas a serem respondidas, e o processo seletivo para quem tem o interesse de se candidatar.
Dentro do partido, há mecanismo para coibir que candidatos e eleitos pelo Novo se desviem do compromisso partidário. “Começa pela seleção, porque para se candidatar é preciso fazer e passar em uma prova de conhecimento sobre ideologia liberal, partido etc. É necessário também apresentar um programa de propostas plausíveis, executáveis e alinhadas com o ideal do partido”, acrescentou o advogado Eduardo Hartmann, um dos filiados em Vilhena.
Hartmann conta ainda que, após as propostas serem acionadas pelo Novo, um termo de compromisso é assinado. Se as diretrizes forem descumpridas, há risco de perda do mandato. “Tem que reduzir gastos de gabinete, cortar privilégios, diminuir assessores, e não usar dinheiro público para viagens. Quanto à reeleição para um cargo, só pode acontecer uma vez, para acabar com o carreirismo político”, disse.
Há uma fiscalização para que os eleitos não se desalinhem do que o Novo prega. São meios para impedir que alguém que possa se corromper chegue ao poder.
Ainda sobre os privilégios, Ricardo afirma que todo parlamentar que faz parte do Novo deve abrir mão de benefícios, como auxílio-mudança, moradia, poletó e afins. “A gente tem o Vinícius Poit, deputado federal. Todo deputado tem direito a 40 assessores, mas ele vai começar com 8, e a meta é ter no máximo 10. A ideia é fazer mais, com menos”, afirmou o líder.
O dirigente ressalta que a proposta veio cabível ao atual momento político que o país vive, e diz ser importante que as pessoas não percam essa ideia de mudança, mesmo com um novo governo e proposta. “A gente não pode perder o engajamento por melhorias”, afirma o gestor.
Outro objetivo é facilitar que empresas sejam abertas e empregos gerados, para que as pessoas tenham a oportunidade de mudar de condição de vida, através de oportunidade
“Nós, população, não podemos ficar esperando que o poder público faça de bom grado aquilo necessitamos. Temos, enquanto povo, que participar cada vez mais dos processos eleitorais e ter um acompanhamento constante das decisões e ações políticas”, finalizou.
JÁ NASCEU FORTE
Na primeira eleição que disputou, a do ano passado, o Novo elegeu Oito deputados federais eleitos, 11 deputados estaduais, 1 deputado distrital e um governador, Romeu Zema, de Minas Gerais.
No mesmo pleito, o banqueiro João Amoedo, que concorreu a presidente defendendo o fim dos privilégios da classe política, também teve bom desempenho, ficando na quinta colocação.