Ex-prefeito que “colou” em Bolsonaro não conseguiu voltar ao cargo
 
Em Mato Grosso três participantes dos protestos contra o resultado da eleição presidencial que descambaram para vandalismo em Brasília não conseguiram se eleger vereadores em suas respectivas cidades nos pleitos municipais deste ano.
 
Os “patriotas” mato-grossesenses chegaram a ser presos em janeiro de 2023, durante os protestos que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília: Vanderson Alves Nunes, o Vandinho Patriota, concorreu a uma vaga na Câmara de Cuiabá e obteve 1.056 votos, Antônio Valdenir Caliare obteve 314 votos em Juína, enquanto Gleidson de Almeida Dias, o Gleidson Discovery Patriota, conquistou 335 votos em Juara. Ao todo o trio investiu R$ 14 mil em suas campanhas e o líder em arrecadação, foi Vandinho com R$ 6,4 mil.
 
Já em Cerejeiras, o policial militar Valmir Joaquim Faria, que foi alvo da operação “Lesa Pátria” não apenas se elegeu, como foi o terceiro mais votado. Ele concorreu pelo PRD e chegou à Câmara com 451 votos. O segundo, com 25 votos a mais, foi Selso Lopes, irmão do prefeito eleito de Cerejeiras, Sinézio José, ambos do União Brasil.
 
No ano passado, logo após ser alvo da operação da PF, o agora vereador concedeu entrevista e negou ser financiador dos “atos golpistas” no Distrito Federal. Valmir também garantiu que as armas encontradas em sua casa durante a batida policial são todas legalizadas (VEJA AQUI).
 
O militar, conhecido (e reconhecido) pelo trabalho social em Cerejeiras, concorreu pela segunda vez ao lado de Sinézio -mas nenhum deles se elegeu em 2020. Os dois derrotaram o ex-prefeito Airton Gomes, que além de disputar a eleição pelo PL, fez fotos ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja popularidade e prestígio político são altos no município.
 
Naquela cidade, na eleição presidencial de 2018, Bolsonaro fez mais de 80% dos votos no segundo turno; em 2022, a votação de Bolsonaro na cidade no segundo turno chegou a 79,78%.