Levado a júri popular em Vilhena nesta semana, o pedreiro Ronaldo Gomes da Silva, que no ano passado matou a esposa, Gleiciane da Silva Souza Gomes, com várias facadas, foi condenado a 51 anos de prisão, sem o direito de recorrer em liberdade.


Na época do crime, o casal, que morava junto havia quase 15 anos, tinha respectivamente 31 e 39 anos de idade. O motivo do violento ataque do assassino, de quem Gleiciane estava separada havia cerca de 10 dias, foi uma “fofoca” sobre a vítima, conforme consta da ata de julgamento.


Este falatório de uma mulher, acusando Gleiciane de estar se relacionando com outros dois homens, também foi revelado pelo FOLHA DO SUL ON LINE, que entrevistou o assassino confesso, antes do depoimento dele na polícia (RELEMBRE AQUI).


Ao estipular a pena, com base na decisão dos jurados, a justiça apontou a “personalidade violenta” do construtor, que matou a companheira usando meio cruel e sem dar a ela qualquer possibilidade de se defender, o que aumentou a pena dele.


O réu é primário, mas a juíza que presidiu o julgamento escreveu: “Com relação a sua personalidade e conduta social, pelo exame dos autos, verifica-se que o mesmo é dado a resolver seus problemas de forma violenta. O motivo do crime foi por causa de fofocas e pelo o acusado afirmar que a vítima já estava se relacionando com outra pessoa”


Além de passar mais de meio século atrás das grades, o construtor também foi condenado a pagar R$ 50 mil aos familiares da vítima, que deixa 2 filhos pequenos. Inclusive, uma motocicleta dele, que tinha sido apreendida, será usada para quitar parte da indenização.