A matemática das eleições revela que manobra dos atuais edis para prejudicar partidos “nanicos” pode ter sido um grande “tiro no pé”

 

Não há o que duvidar: o eleitor brasileiro não terá sua vontade integralmente respeitada nas eleições do ano que vem.

 

Pelo sistema eleitoral vigente, haverá candidatos a vereador com muito mais votos que outros que, mesmo assim, vão ficar fora das câmaras.

 

Em Vilhena, vai ser ainda pior: por conta da feroz disputa entre os que querem começar a “defender o povo” e os que já ganham R$ 4,5 mil de subsídio para realizar tarefa tão nobre, três vezes por mês, o eleitorado só poderá escolher 10 vereadores, tal como na eleição passada.

 

O veto ao aumento nas cadeiras foi decidido pelos atuais vereadores apenas para facilitar sua própria reeleição – mas a trapaça pode se transformar num tiro no pé.

 

Os atuais edis “descobriram” que, se criassem problemas para as siglas nanicas, facilitariam a vida dos maiores, como o PMDB, que elegeu três, o DEM e o PV, que elegeram um cada um, e até do PT, que fracassa vergonhosamente a cada pleito.

 

Aparentemente faz sentido, pois quatro “nanicos” elegeram vereadores em 2008 - PSDC, PRP, PSC, PRB.

 

Acontece que a manobra esperta pode se virar contra eles mesmos – saiba como na edição impressa da FOLHA que circula neste sábado, em matéria exclusiva do repórter especial Carlos Macena.