Alfredo Magalhães Fontinelli chegou em Vilhena no ano de 1961
 
 Filho de pioneiro, o comerciante Alfredo Frota Fontinelli, o “Zóio da banca”, contou ao FOLHA DO SUL ON LINE um pouco da história de seu pai, de quem ele herdou o nome e que, inclusive, no bairro 5º BEC, é homenageado nomeando a principal rua.
 
O pai de Zóio, Alfredo Magalhães Fontinelli, nasceu no Ceará, em 1905, mas mudou-se com a família para o Portal da Amazônia ainda na década de 1960, quando cerca de 30 pessoas moravam no pequeno povoado que resultou em Vilhena. Questionado sobre seus ancestrais, o comerciante não sabe o motivo que fez sua família mudar-se para cá.
 
“Essa é a pergunta que até hoje eu não sei responder. A gente morou um período em Marco Rondon, na época que ainda estavam asfaltando a BR. Era um povoado que hoje não existe mais”, disse.
 
Alfredo pai era agricultor, mas, também viajava muito, tanto que o filho que relatou sua história tem como cidade natal Bélem, no Pará. Já a irmã de Zóio, Maria Regina Fontinelli, é considerada a primeira pessoa branca nascida em Vilhena, no ano de 1962. Antes, apenas índios davam à luz na localidade.
 
“Ele foi um desbravador que chegou aqui em 1961. Imagina como era essa cidade? Não tinha nada, e ele ficou aqui até praticamente o final de sua vida”, comentou. O pioneiro cearense era primo distante do lendário cantor Belchior.
 
No total, o velho Alfredo ele teve13 filhos: 5 do segundo casamento, e 8 do terceiro matrimônio. Depois que se mudou para Rondônia, os filhos da segunda esposa, mais tarde, também migraram para Vilhena.
 
Porém, em 1982 o pioneiro quis retornar para sua terra natal, Viçosa do Ceará. Ele então vendeu todas as suas propriedades e foi. Seus filhos ficaram em Vilhena, e até hoje quatro deles estão na Cidade Clima. Zóio até tentou se adaptar no Nordeste, mas, não deu certo e voltou para onde até hoje vive. Em 1986, já com idade avançada, Alfredo Fontinelli faleceu. Já sua esposa, mãe de Zóio, partiu em 1994.