As filas intermináveis dão a impressão contrária mas o fato é constatado pela própria Secretaria Municipal de Saúde (Semusa): a população está procurando menos o Hospital Regional de Vilhena (HR), único hospital geral do Cone Sul referenciado pelo SUS para atendimentos de baixa e média complexidade.
Falta de médicos, demora nas filas, agendamento de consultas para prazos muito longos, maus-tratos e pouco caso cada vez mais frequentes da parte de médicos e funcionários -são muitas as explicações.
Na comparação entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2010, a queda é evidente: o pronto-socorro do HR registrou 19.469 atendimentos entre janeiro e março, porém, entre julho e setembro, o número caiu para 17.465 (-10,4%); as avaliações cirúrgicas caíram de 432 para 191 (-56,5%) entre os dois períodos; os partos, incluindo cesarianas, diminuíram de 372 para 323 (-11,2%) e as internações pediátricas de 82 para 21 (-74,5%).
Até na UTI houve redução no número de atendimentos: foram 156 no primeiro trimestre e apenas 96 no terceiro (-38,5%). A mortalidade, no entanto, aumentou: passou de 24% para 33%, respectivamente 38 e 33 óbitos.
O número de exames também revela o decréscimo na quantidade de serviços prestados. Foram realizados 9.163 raios-X e 1.259 ultrassonografias entre janeiro e março, contra 8.327 e 948 entre julho e setembro (-9,1% e – 24,7%).
Os únicos números que tiveram aumento foram as internações – que passaram de 3.111 para 3.210 (+3,2%) e as cirurgias gerais e traumatológicas, quse sempre por causa de acidentes de trânsito – elas subiram de 381 para 425 (+11,5%).
No geral, o HR prestou 1.755 atendimentos a menos por mês, entre julho e setembro de 2010.