Servidora deu orientação para que boletim policial fosse registrado contra prefeitura
No mesmo dia em que se iniciou a greve de servidores municipais de Vilhena, ontem (segunda-feira, 02), três mulheres procuraram a Unisp (Unidade Integrada de Segurança Pública) após não conseguirem ser vacinadas em postos de saúde devido à paralisação dos funcionários públicos.
As denunciantes relataram ter procurado várias unidades da cidade, mas, em todas elas, foram informadas que os servidores estão em greve e por isso não seriam feitas as vacinas.
Porém, no posto de saúde do bairro Cristo Rei, um casal conseguiu que o filho fosse vacinado por uma enfermeira que havia dito que as vacinas não estavam disponíveis. As denunciantes contaram ainda que, após reclamarem, ouviram da servidora que, se elas quisessem, poderiam registrar uma ocorrência contra a Prefeitura Municipal de Vilhena pela falta de imunização.
SOBRE A GREVE
A paralisação dos funcionários públicos municipais de Vilhena teve início na segunda-feira, 02, e aderiram os servidores lotados na área da Saúde, Obras e SAAE. Estima-se que cerca de 600 pessoas tenham acatado a greve.
Quem também participa da greve, embora sem a interrupção dos serviços, são os funcionários da Educação. Eles decidiram manter o trabalho para não comprometer o ano letivo dos alunos.
Já o restante dos grevistas foi para as ruas e órgãos públicos, em manifestações para chamara a atenção da sociedade. Por lei, 30% dos serviços estão sendo mantidos para não prejudicar o atendimento ao público.
O motivo foi a decisão do prefeito Eduardo Japonês (PV), de não implantar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria. O funcionalismo público do município há mais de dois anos luta pela implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCC´S).
Autor:
Jéssica Chalegra
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 03 de Dezembro de 2019, às 11:09