“Não se pode pagar uma Câmara aqui e outra lá no presídio”

Na sessão desta quarta-feira, 16, pós-feriado, com o auditório da Câmara lotado, os vereadores vilhenenses aprovaram sem votos contrários nem abstenções, a suspensão dos salários dos colegas Junior Donadon (PSD) , Marcos Cabeludo (PHS), Carmozino Taxista (PSDC), Jairo Peixoto (PP), José Garcia (DEM), Marta Moreira (PSC) e Vanderlei  Graebin (PSC), todos afastados do exercício da função pública por determinação judicial.

Único a discursar durante a sessão, o vereador Ernando Lucena (PTB) falou sobre a situação política atual pela qual passa a maior cidade do Cone Sul,  com a prisão de secretários, vereadores, prefeito e vice, e disse que Vilhena se tornou motivo de chacota no Estado. “Hoje é o dia que iremos votar a suspensão dos salários desses vereadores, porque não se pode pagar uma Câmara aqui e outra lá no presídio”, pontuou Lucena, antes de concluir: “A população de Vilhena não aguenta mais tanta roubalheira, não existe saúde, não existe educação, todos sabem que falta até merenda nas escolas, e é por isso eu acredito que temos que aprovar esta suspensão, para respeitar o dinheiro dos contribuintes”, concluiu. 

Com a nomeação de Célio Batista (PP) para comandar o Executivo, e com as prisões do vice-presidente (José Garcia) e o segundo secretário (Marcos Cabeludo) também na cadeia, Maria José da Farmácia (PSDB), primeira secretária, assumiu a presidência da Câmara.