Disposto a disputar uma vaga na Câmara de Vilhena em 2012, o servidor do Ibama, Luiz Alves, cuja situação no PV é, segundo ele, “uma incógnita”, já elegeu as três prioridades de sua eventual atuação parlamentar: a mudança no horário das sessões, a não disponibilização de celulares pagos com dinheiro ao primeiro escalão do Legislativo e o fim do décimo terceiro salário que, segundo garante, vem sendo pago aos parlamentares nos últimos anos.
Presidente do PV, eleito por aclamação no ano passado, Luiz acabou descobrindo, pela imprensa, que não estava mais no cargo. Ele diz que, ao solicitar informações da Câmara sobre o desempenho da única parlamentar da sigla, além de não obter resposta ao ofício enviado, ainda teve que enfrentar um constrangimento: sua ex-mulher, a vereadora Eliane da Emater, após uma reunião em Porto Velho, o destituiu do mandato.
“Ser afastado da presidência não é problema, pois jamais liguei para cargos. Mas é preciso que a vereadora explique publicamente o que motivou sua intervenção num diretório democraticamente eleito”, argumenta, referindo-se à ex-cônjuge, de quem se separou num rumoroso acontecimento que deveria ser familiar, mas se tornou público. Impedido por ordem judicial de se aproximar de Eliane, Luiz diz que pretende fazer chegar a ela o pedido para que uma reunião do PV seja marcada e, com isso, a situação do partido na cidade seja colocada em “pratos limpos”.
Mas, nenhum assunto irrita mais o pré-candidato “verde” do que o décimo terceiro que os vereadores continuam recebendo, embora pouca gente saiba. “É uma vergonha! Pessoas que trabalham uma vez por semana recebem um benefício que em muitos casos não é concedido a gente que trabalha de sol a sol, como os que não têm registro em carteira e, portanto, não gozam de qualquer direito trabalhista”, desabafa.