Vivian Repessold criticou critérios para distribuição de notebooks
 
 Na sessão legislativa do dia 29 de setembro, os vereadores vilhenenses aprovaram investimento de R$ 3.180.630,97  para aquisição, pela Secretaria Municipal de Educação, de 541 notebooks para as escolas da rede municipal de ensino.
 
Na sessão de ontem, a vereadora Vivian Repessold (PP) revelou que, conforme lista enviada pela Secretaria Municipal de Educação, supervisores, orientadores e professores do AEE (Atendimento Educacional Especializado) não serão beneficiados com os equipamentos.
 
“Todo investimento no professor torna o trabalho dele melhor. Nesse momento de dificuldades que passamos por causa da pandemia, a mídia, a tecnologia, foram fundamentais para que o trabalho do professor chegasse até o aluno. E, mesmo assim, houve vários obstáculos: criança sem acesso a internet, mães com três filhos e apenas um celular, professores que não tinham um celular capacitado, ou mesmo um notebook. O que esperamos é que o poder público faça esse investimento, e que seja justo. Porque o supervisor e o orientador não deixaram de ser professores, o professor do AEE não deixou de ser professor. Então,  por que não estão sendo contemplados também com na distribuição desses notebooks?”, questionou.
 
Para a vereadora, que também é professora, o investimento nos equipamentos deveria ter sido feito mais cedo e defendeu que é preciso mais. “Só o computador é pouco, é um começo; mas o professor precisa de uma internet de qualidade, precisa de uma internet liberada para poder trabalhar”, ponderou.
 
Em outro trecho de seu discurso, Vivian cobrou diálogo do prefeito, algo que tem se tornado costumeiro entre os vereadores, que acusam o chefe do Poder Executivo de não ouvir o Legislativo. “O prefeito não vem a essa Casa. Não nos procura. Ele se sente tão superior que não é capaz de vir aqui falar com os vereadores. E assim os problemas vão se acumulando. Porque precisa existir o respeito entre os poderes”, pontuou.
 
A vereadora argumentou ainda que são os vereadores quem têm o contato direto com a população. “As demandas chegam aos nossos gabinetes. Então, prefeito, secretários, chefe de gabinete, venham até essa Casa, venham conversar com a gente, venham discutir, trocar ideias. Venham sentar aqui e realmente começar o projeto. Não depois do projeto pronto, acabado, mandar aqui em cima da hora para a gente aprovar”, disse a vereadora, que finalizou, dizendo esperar que a Secretaria de Educação reveja a situação da distribuição dos notebooks incluindo os supervisores, orientadores e professores de AEE. “Afinal, eles também precisam dar assistência ao aluno”, argumentou.