O prefeito Zé Rover (PP) bem que tenta fazer a obra deslanchar, mas parece haver uma cabeça de burro enterrada no maior empreendimento de sua gestão. A pavimentação das avenidas Tancredo Neves e 1705, que inclui uma rede de drenagem das águas pluviais, anda a passo de tartaruga. Apesar das constantes viagens do líder vilhenense a Brasília, apenas R$ 500 mil dos mais de R$ 11 milhões prometidos para executar o projeto foram liberados até agora. Na semana passada, o senador Ivo Cassol (PP) garantiu que mais R$ 1 milhão haviam sido disponibilizados, mas o dinheiro até hoje não pingou nos cofres municipais.
Para se ter uma idéia dos transtornos decorrentes do atraso na liberação da verba federal, o empreiteiro que executa a obra disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que está trabalhando “na fé”, inclusive enfrentando dificuldades para honrar compromissos. Fausto Moura, dono da Projetus Engenharia, disse admitiu que o problema deve se refletir em atraso na entrega do serviço. Mesmo que o dinheiro comece a ser liberado já, em breve começa a temporada de chuvas, o que impedirá que o ritmo de execução seja normal. A avaliação mais otimista prevê que a inauguração do milionário empreendimento só vai ocorrer em meados de agosto do ano que vem.
VAI PIORAR – Embora o prefeito e outras lideranças políticas se esforcem para garantir a liberação dos recursos, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a situação deve piorar nos próximos dias. Fontes ouvidas pelo site, em Brasília, antecipam que o ministro da Cidades, Mario Negromonte (PP), a quem está subordinado o maior projeto da história de Vilhena, “está pela bola sete”. O ministro deve cair em meio a denúncia de pagamento de propinas a aliados e, confirmando-se a sinistra profecia, a obra sofre mais atrasos.