Tendo como vice um pastor da Assembléia de Deus (Jacier Dias, do PSC), o prefeito Zé Rover (PP) está caindo em desgraça com lideranças religiosas que compõem a Ordem dos Ministros Evangélicos de Vilhena (Ormevi). A instituição reclama que, ao preparar a programação de eventos cristãos relativa ao aniversário da cidade, o prefeito não convidou nenhum dos membros.

Presidida pelo pastor Genivaldo dos Santos, da Igreja Missionária Unida, a Ormevi é a entidade que representa legalmente os líderes evangélicos na cidade, inclusive é legalmente constituída, como CNPJ e outros documentos.

Segundo Genivaldo, a organização se ressente do pouco caso dispensado pelo prefeito, que usou dinheiro público para contratar o pop star gospel André Valadão, um dos maiores artistas da música cristã, que canta domingo na praça Nossa Senhora Aparecida. O pastor diz que, se a festa preparada pela Prefeitura para comemorar os 34 anos de emancipação do município tiver cunho político, nem convidados os líderes protestantes participam.

“Mas, acho que foi deselegante da parte do prefeito nos ignorar ao preparar essa festividade”, argumenta Genivaldo, lembrando que em outras cidades, as entidades representativas dos evangélicos sempre são chamadas para dar sugestões e até organizar os eventos que dizem respeito ao “povo de Deus”.

CASTIGO – Sempre ponderados, os pastores da Ormevi não são de adotar atitudes radicais, o que é uma “bênção” para Rover. Caso os religiosos resolvessem se rebelar após a esnobada, teriam influência para vetar a participação dos fiéis no show de André Valadão e outros acontecimentos, o que poderia fazer da festa um grande fiasco.

INOCENTE – Embora o próprio Zé Rover seja, em última análise, o responsável pelos atos de sua administração, neste caso específico os pastores poupam o mandatário. “Ele sempre teve consideração por nós, mas seus assessores não nos trataram com a devida cortesia. Espero que o Rover corrija essa falha”, disse o líder da Ormevi.