Essa semana várias medidas foram tomadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus) para prevenir e combater a dengue. A limpeza dos terrenos baldios deve seguir durante o mês de janeiro, além do fumacê que passará em todos os bairros. 

 

Outra medida foi a contratação de um novo local para recolhimento e armazenamento adequado dos pneus inservíveis descartados pelas borracharias, recauchutadores, revendedoras e oficinas, que acabam por resultar em sério risco ao meio ambiente e a saúde pública. Salientando que a principal matéria prima dos pneus, a borracha vulcanizada, não se degrada facilmente na natureza (estima-se em 600 anos para os pneus se decompor na natureza).

 

Nessa segunda-feira 14, Paulo Cresmasco, coordenador do Setor de Endemias, recebeu a visita do representante da Reciclanip, empresa conveniada para fazer o transporte dos pneus do Estado de Rondônia para outros estados brasileiros, onde são reutilizados. Jairo Valim veio pessoalmente para resolver o impasse do acumulo dos pneus do município de Vilhena.

 

Jairo frisou que realmente no mês de novembro e dezembro, não foi retirada nenhuma carga de pneus de caminhões, os grandes vilões no acumulo e espaço dos barracões alugados pelas prefeituras. “Esse problema não é apenas de Vilhena, mas de todo o Brasil”, afirmou Jairo, ao explicar que em 2005 quando começaram a recolher os pneus, a empresa tinha convênio com apenas 40 cidades, agora atende mais de 800 cidades em todo país. 

 

“Fiz questão de vir a Vilhena para traçarmos uma solução emergencial para recolhimento e transporte desses pneus, temos esse compromisso com Vilhena porque no Estado esse foi o primeiro município a montar e executar o projeto para recolhimento, armazenamento e destinação correta dos pneus”, argumentou. 

 

O representante da empresa garantiu que dentro de 15 a 20 dias no máximo será feita a retirada para amenizar o problema. “Realmente sem a retirada dos pneus grandes (caminhões) não há espaço que comporte o volume dos pneus inservíveis”, frisou o responsável pela Reciclanip.

 

O coordenador da Divisão de Endemias lembrou que os pneus que estavam do lado de fora do antigo galpão estão sendo recolhidos para novo local mais amplo. “Queremos lembrar que não estamos de braços cruzados, agilizamos o contato com a Reciclanip informando sobre o problema e estamos resolvendo”, enfatizou.

 

O novo galpão está localizado na Avenida Marques Henrique em frente ao antigo cinema. Em médias, as borracharias de Vilhena chegam a descartar por mês de 100 a 150 pneus de caminhões e aproximadamente 100 buchas (resto de pneus que não tem utilidade alguma).

 

Destino final - A queima e incineração de pneus a céu aberto, em geral é para aproveitamento do aço dos pneus radiais que produz um resíduo oleoso e contamina o solo e o lençol freático, além de intensa fumaça preta contendo dióxido de enxofre, hidrocarbonetos e outros produtos químicos responsáveis pela poluição do ar.

 

Os pneus recolhidos em Vilhena são encaminhados para três cidades: Campo Grande (MS), Cesarina (GO) e Nobres (MT).  Nestes municípios há empresas que utilizam o pneu como combustível para produção de cimento. São fábricas que agem dentro das normas de preservação ambiental.