Emerson Cioffi nega ter cometido fraudes em licitação
Considerado um dos mais experientes pregoeiros de Rondônia, o ex-presidente da CPL da prefeitura de Vilhena, Emerson Cioffi, preso hoje na “Operação Nepentes”, da Polícia Federal, já demonstrou o desejo de falar em depoimento.
Encaminhado à Casa de Detenção antes de ser interrogado, o ex-servidor deverá ser ouvido nos próximos dias. Sua disposição para dar explicações à PF contrasta com o comportamento de outros presos, que preferiram só se manifestar em juízo.
Antes de sua prisão, Cioffi já estava cuidando da própria defesa, alertado pelos rumores envolvendo seu nome. Um deles dava conta de que sua indicação para a CPL teria sido feita pelo senador Ivo Cassol (PP), coisa que amigos de Emerson desmentem: “Ele falou duas ou três vezes com o senador e não tem qualquer ligação com o parlamentar”.
Os boatos também apontavam que o pregoeiro teria facilitado a vitória de algumas empresas em concorrências municipais, acusação também desmentida por pessoas próximas. “O Emerson sempre foi muito metódico e, com a experiência que tem, jamais cometeria esse tipo de fraude. O que acontece é que, justamente por ele ser duro na observância dos critérios licitatórios, muitas firmas desclassificadas tentaram e continuam tentando prejudicá-lo”, garante uma amiga.
SEM DELAÇÃO
Com advogados já contratos em Vilhena e Porto Velho, que o orientaram a fazer os esclarecimentos quando vier a ser interrogado, Cioffi não deve firmar acordo de delação premiada. Mesmo ele jurando inocência, a simples possibilidade de o acusado fazer revelações provoca receio nos meios empresariais locais.
ASSESSORIA
Há dois anos longe do serviço público, Emerson montou um escritório através do qual prestava assessoria a empresas que disputavam pregões em todo o Estado. Sua experiência de dez anos na atividade o credenciava como um dos profissionais mais requisitados de Rondônia.