Com chances reais de eleger até três vereadores este ano em Vilhena, o Partido Progressista vive momentos de tensão. Sigla que abriga o prefeito Zé Rover e a primeira-dama, Lizangela Rover, o PP enfrenta o risco de ver potenciais candidatos a uma vaga na Câmara desistirem da disputa.
O motivo da irritação dos postulantes à vereança seria um suposto acordo firmado entre Rover e Marcos Cabeludo (PHS), presidente da Câmara de Vereadores. Assim com o alcaide, o parlamentar vai tentar a reeleição.
Entre os candidatos progressistas existia uma espécie de pacto para que vereadores no exercício do mandato fossem barrados nas convenções. O raciocínio é que, no cargo, o parlamentar tem mais chances do que os rivais, que vão às urnas sem cargos ou outras vantagens a oferecer a aliados.
Fazem parte do PP na cidade, o ex-vereador Anísio Ruas e nomes que fizeram boas votações em pleitos passados, como os empresários Sérgio Massaroni, ex-secretário de Fazenda, e Célio Batista. Também são pré-candidatos a vereador o sargento Bombeiro Natalino Luiz, a comerciante Vera da Farmácia, o atual chefe de Gabinete de Rover, Jairo Peixoto e o servidor público Elias da Sucam.
Eleito pelo PRP em 2008, Cabeludo é considerado um concorrente muito forte pelos progressistas, já que comanda o Orçamento da Câmara e pode dispor de cargos de confiança para seduzir eleitores. Mas, caso não feche a aliança com Rover, corre risco de não se reeleger, pois é o único nome de expressão no PHS, legenda para a qual migrou após levar uma bronca do deputado Valdivino Tucura, líder estadual da agremiação. Na eleição de 2010, ao invés de apoiar o correligionário, o presidente da Câmara optou por pedir votos para o também deputado Ezequiel Neiva que, ao contrário de Tucura, não se elegeu.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 01 de Junho de 2012, às 10:54