Fundador da Cooperativa de Criadores de Peixe em Rede (Coocripere), com sede em Vilhena, o autônomo Isomar Nunes acabou deposto da presidência da entidade após “rebelião” de 11 dos 24 membros efetivos. Segundo ele, o grupo que o apeou do cargo, atropelando o estatuto e descumprindo leis, alega que houve “improbidade” em sua gestão.
Isomar diz que, para evitar maiores desgastes, resolveu não contestar a decisão, deixando que os novos dirigentes comandem o empreendimento. A cooperativa tem como objetivo criar em cativeiro espécies de peixes nativas da região, especialmente o Tambaqui. Além da produção comercial, a entidade destinaria 3% do faturamento em ações filantrópicas. Como a previsão é que a Coocripere processe 100% toneladas de pescado por ano, o montante investido em ações sociais seria considerável.
Pré-candidato a vereador pelo PPS, Isomar acha que, por trás do movimento que o afastou estão adversários políticos. “Mas isso não vai me abalar. Este ano é a melhor condição que tenho para chegar à Câmara”, argumenta o autônomo, que também preside uma associação de pequenos agricultores.