Uma das mais antigas escolas de Vilhena, a Marechal Rondon, está desenvolvendo o “Projeto Altas Habilidades”, da Secretaria de Estado da Educação, que visa identificar alunos com indicadores de altas potencialidades. “O projeto tem o objetivo de identificar alunos que tenham um potencial elevado em determinada área, podendo ser acadêmica, de artes visuais, de esportes e musical. Essas variedades de potencialidades que o currículo comum não atende na sala regular; são para esses alunos que está sendo desenvolvido o projeto Altas Habilidades”, disse Edvani Flor de Rosa Bueno, professora responsável pela sala de recurso multifuncional.
O colégio Marechal Rondon foi pioneira na educação inclusiva. “Há 30 anos que a escola oferece este tipo de ensino. Hoje atendemos alunos com deficiência visual e auditiva, inclusive de outras escolas do município e esta sala de recursos multifuncionais atende esta diversidade de especialidades”, disse Rosemery Paulino de Oliveira.
A fala de Rosemery se referia ao espaço recém-criado, que inclui uma sala para as aulas dos deficientes auditivos, outra para as pessoas com problemas de visão e uma terceira para as oficinas dos alunos que participam do Altas Habilidades, que segundo a professora Edvani, são cerca de 70 adolescentes, divididos entre as aulas de violão, teclado, canto, teatro, pintura em tela e karatê.
A professora esclareceu que para a identificação das potencialidades, o aluno responde um questionário composto por 67 itens que indicarão as possíveis potencialidades. O professor e os pais do estudante também respondem ao questionário e, se houver um indicador de potencialidade, o educador será avisado do resultado para que possa atuar mais incisivamente naquele ponto de destaque do adolescente. “No entanto, procuramos atender também alunos que não foram identificados com potencialidades, mas que tenham demonstrado interesse em participar do projeto”, disse a professora Edvani.
Edvani afirmou que quando Identificados os alunos com indicadores de altas potencialidades, eles participam das oficinas e passam por um processo de observação de no mínimo 16 semanas. “Nós começamos algumas oficinas em março, outras em abril, então estamos em pleno período de observação”, disse a professora e continuou: “Esse projeto vai nos possibilitar identificar este talento para que ele faça uma transformação na sociedade. Ás vezes temos talentos dentro da escola, mas não são desenvolvidos e quem perde é a sociedade”.
Para a professora Rosemery, é papel da escola oferecer meios que proporcione aos alunos se desenvolverem em plenitude e este projeto veio auxiliar o Marechal neste quesito. “A escola tenta perceber qual a necessidade dos alunos além do currículo formal, porque hoje o currículo formal já não é tão interessante para esta geração, então ou a gente contextualiza esse aluno com uma escola mais interessante ou nós vamos perdê-los”.
Edvani Flor de Rosa disse que espera que ao final do período de observação de 16 semanas, alguns alunos confirmem suas potencialidades. “O que vai me dizer se o aluno tem altas habilidades é que, se ao final do processo de identificação, ele apresentar habilidade acima da média, comprometimento e criatividade”, afirmou Edvani.
Segundo as professoras à frente do projeto em Vilhena, existe uma proposta para tornar a Marechal Rondon uma escola pólo para que atenda também estudantes de outras escolas como já acontece com o ensino para os portadores de deficiência auditiva e visual.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 11 de Outubro de 2013, às 10:22