Empresa planejava lotear 1.536 terrenos e parcelar em até 20 anos
Os vereadores de Cerejeiras reprovaram, por unanimidade, o projeto de lei que autorizaria um loteamento na cidade. A votação aconteceu na noite desta segunda-feira, 07, na Câmara Municipal.
A temática envolvendo o loteamento causou debates tanto favoráveis quanto contrários ao empreendimento, entre lideranças políticas e empresariais em Cerejeiras. O tema começou a ser discutido em meados de 2017.
Os que argumentaram contra a iniciativa empresarial diziam que a área urbana do município já contava com cerca de 4 mil terrenos vazios, que o loteamento iria aprisionar a renda da população com centenas de parcelas e que não é bom para a cidade ter mais um “bairro” para a prefeitura atender.
Já os que argumentavam a favor diziam que, embora houvesse terrenos vazios na área urbana cerejeirense, essas propriedades caras eram objetos de especulação imobiliária, portanto, fora do alcance de compra de quem tinha renda baixa. Também argumentaram que apenas o excesso de loteamento é que pode prejudicar a economia do município e que o novo “bairro” que iria surgir já teria asfaltamento e sistema de saneamento instalado pela própria empresa que iria vender os lotes.
Os representantes da empresa que iria fazer o loteamento também assistiram à sessão da Câmara na qual a matéria foi rejeitada. O projeto da companhia era, se aprovado, lotear e vender 1.536 terrenos, que poderiam ser parcelados em 20 anos, com prestações a partir de R$ 200,00.