O coordenador do Núcleo de Educação em Saúde de Vilhena, Paulo da Silva, falou na Câmara de Vereadores sobre o combate à dengue na cidade e alegou que cerca de 90% dos casos da doença no município são causados pela má conservação dos quintais.
Em meio ao discurso do coordenador, quando ele falava sobre um programa que envolve crianças que atuam junto às suas comunidades na educação para combate à dengue, o vereador Jacy Alves (PMDB) pediu a palavra e assim falou: “Sou contra essas moagens. Para mim, essas crianças que estão sendo usadas para fazer o trabalho que deveria ser feito pelas autoridades competentes. Essas crianças estão correndo risco de contrair a dengue andando por esses locais de risco”, disse o parlamentar.
Ao retomar a palavra, Paulo falou sobre as ocorrências de dengue e afirmou que o bairro Cristo Rei e o centro de Vilhena são os locais com maior índice de incidência da doença.
Sobre o caramujo africano, o coordenador disse que não é aconselhada a eliminação do molusco fazendo uso de sal ou de cal.
De acordo com Paulo, o caramujo africano pode causar ao ser humano duas doenças: meningite e uma verminose que perfura o intestino e pode causar a morte.
Paulo disse que há um projeto que busca recolher o caramujo africano e dar um fim adequado ao animal danoso à saúde humana. “A populaçãopode recolher os caramujos e levar até uma unidade de saúde próximo à sua residência, onde há uma local adequado para a coleta deles, que depois serão incinerados”, disse o coordenador.
Paulo disse ainda que deve ser firmado, nos próximos dias, uma parceria com o Tiro de Guerra que trabalharia em conjunto com agentes da saúde na coleta do caramujo. Ele disse que a população que identificar um foco do caramujo pode ligar avisando sobre o foco que agentes da saúde irão até o local realizar o recolhimento dos moluscos. O “disque caramujo” é 3321 4667.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 15 de Maio de 2012, às 15:59