Juliano Aparecido da Silva já havia esfaqueado o padrasto em 2010, crime pelo qual respondeu por lesão corporal
Réu confesso da tentativa de homicídio contra o próprio irmão em setembro do ano passado, Juliano Aparecido da Silva, de 33 anos, foi julgado em Vilhena na manhã desta quarta-feira, 20, e condenado a mais de 10 anos de prisão.
De acordo com os autos, no dia 09 de setembro de 2017, na cidade de Chupinguaia, Juliano, fazendo uso de um “chucho” atacou pelas costas o próprio irmão, Luiz Henrique da Silva, hoje com 20 anos, ferindo a vítima no pescoço. Mesmo ferido, Luiz Henrique fugiu para a casa da mãe, de onde foi levado para a unidade de saúde local e posteriormente transferida para Porto Velho, dada a gravidade do ferimento.
Ouvido hoje, Juliano confessou o atacou ao irmão e disse que eles haviam brigado dias antes e naquela data o irmão teria sido hostil com a mãe e jogado o celular dela no chão.
O Promotor de Justiça João Paulo Lopes pediu aos jurados que não reconhecessem a qualificadora de motivo fútil por entender que as brigas anteriores entre o réu e o irmão e o episódio do celular derrubaram este tese. Mas, pediu a condenação pelo crime de homicídio tentado qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima.
A defesa, a cargo da Defensora Pública Flávia Albaine, diante da confissão do réu, trouxe como tese apenas o pedido de decote da qualificadora de motivo fútil.
Os jurados votaram como pediu o MP, afastando a qualificadora de motivo fútil e condenando o réu por homicídio tentado qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima.
A juíza Liliane Pegoraro Bilharva, que presidiu o Tribunal do Júri, dosou a sentença em 10 anos, 2 meses e 20 dias de prisão. Preso desde o fato na Casa de Detenção de Vilhena, agora Juliano, também condenado por dois assaltos a mão armada e que já havia esfaqueado o padrasto, será transferido para a o Centro de Ressocialização cone Sul.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 20 de Junho de 2018, às 16:25