Uma produtora da região teme perder dezenas de peças queijos e não pode ordenhar o rebanha nesta quinta-feira
No final da manhã desta quinta-feira, 07, uma sitiante cuja propriedade fica próxima ao Posto Gaúcho, entrou em contato com a redação do FOLHA DO SUL ON LINE denunciando a falta de energia elétrica nas regiões do São Lourenço e Posto Gaucho, atingindo centenas de propriedades rurais, e causando prejuízos e transtornos.
De acordo com Cristiane Macedo Souza, que produz uma média de 110 peças de queijo por semana, a energia acabou por volta das 16h00 de ontem, e até o momento que ela conversava com a reportagem, próximo do meio dia, ainda não havia retornado.
Segundo a produtora, a energia foi restabelecida na noite de ontem em alguns pontos da região, como no distrito de São Lourenço, mas apenas em meia fase. “Ontem chegou energia no São Lourenço em torno da meia-noite. Mas, meia fase, então continua sem energia. Eles dizem que foi restabelecido, mas não foi restabelecido nada”, disse indignada a produtora que teme perder as 70 peças de queijos que estão armazenadas.
A produtora afirmou que sem energia elétrica, hoje pela manhã já não foi feita a ordenha do rebanho leiteiro, já que o trabalho é feito com ordenhadeiras que dependem da eletricidade para funcionar.
A demora na solução do problema da queda do fornecimento de eletricidade, segundo a produtora uma situação frequentes e que se agrava com a chegada do período de chuvas, se arrasta há muito tempo. Segundo ela, no mês de agosto, foram quase 40 horas de apagões, prejudicando dezenas de produtores de leites da região, que dependem do resfriador para manter o produto em condições de consumo.
As constantes quedas também causam prejuízos em outros setores, como restaurantes e lanchonetes instaladas tanto no distrito de São Lourenço, quando no Posto Gaúcho. Segundo informações da denunciante, uma serraria instalada no São Lourenço precisou suspender as atividades por causa do apagão.
Conforme Cristiane Macedo, sempre que acontece uma queda como a ocorrida ontem, a empresa distribuidora de energia dá a mesma resposta: “estamos enviando uma equipe com urgência para a área para resolver o problema”, mas, segundo a sitiante, toda vez a história se repete: horas às escuras.
Os problemas e transtornos que a queda de energia causa se estendem e atingem também a educação, impondo dificuldades ao ensino oferecido na escola Tenente Melo, no São Lourenço, que já retomou as atividades presenciais no modelo híbrido.
Quando este texto estava sendo concluído, por volta das 14h00, a produtora Cristiane Macedo ligou para a redação e confirmou retorno do fornecimento de energia. “Agora vou averiguar em quais condições estão os meus produtos”, disse a sitiante.
Cristiane Macedo acredita que um novo apagão deva acontecer a qualquer momento e aponta a falta de manutenção e de limpeza da vegetação que, segundo ela, estaria em contato com os cabos de eletricidade.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Imagem ilustrativa
Publicado em 07 de Outubro de 2021, às 17:51