Suchi e Mazedo trocaram farpas e hoje mal se falam

Ao reunir a imprensa, na manhã de ontem, para falar da pressão que sofreu como relator de uma CPI instaurada para investigar o colega Célio Batista (PR), o vereador Rafael Maziero acabou esclarecendo um episódio que ainda vem rendendo discussões furiosas entre outros dois parlamentares.

Em seu desabafo contra o que seria uma “perseguição política” contra ele, Maziero esclareceu a venda de marmitex pela empresa de sua família ao município e revelou que a transação, cancelada a seu pedido, chegou a ser usada para intimidá-lo. Lembre aqui.

Ao tratar da própria CPI, que acabou absolvendo o vereador investigado, Rafael tocou num detalhe que vem motivando discussões cada vez mais violentas entre outros dois colegas: Carlos Suchi (Podemos) e Ronildo Macedo (PV). O primeiro votou pela cassação de Célio Batista, alegando que as provas contra ele são robustas; Macedo se absteve, e disse que a justiça tem mecanismos mais apropriados para atestar a culpa ou a inocência do parlamentar.

Após a votação que inocentou Batista, Suchi acusou Macedo de ser omisso, e ouviu dele que adotou uma postura dúbia em relação ao investigado: assinou o relatório que o absolvia da acusação de corrupção, mas na hora de dar seu voto em público, pediu a cassação do acusado.  Suchi gravou um vídeo no qual desabafa contra a decisão. O clima entre os dois ficou azedo e eles mais se falam nos últimos dias. Assista o vídeo  aqui.

Segundo Maziero, Suchi assinou mesmo o relatório produzido por ele, apontando a falta de provas para condenar Célio. Se quisesse, o vereador que eram membro da CPI poderia não colocar sua assinatura no documento, por discordar de seu conteúdo. Mas preferiu endossar o relatório, para em seguida discordar dele.

O relator, no entanto, disse que Suchi não agiu ilegalmente, e que tinha o direito de, na hora da votação, se manifestar contra a própria assinatura. “Pode parecer contraditório, mas não há ilegalidade nisso”.