Preso desde 2017, Marcelo Ângelo Pinto teve negado o direito de recorrer em liberdade

Marcelo Ângelo Pinto, de 24 anos, o “Cipó”, foi julgado na manhã desta quarta-feira, 29, pelo assassinato, em fevereiro de 2017, de Stefano Rodrigues Cordeiro, 29, em uma casa noturna na área rural de Vilhena. Lembre aqui.

Cipó, que foi preso em outubro de 2017 na cidade de Santa Fé do Sul, no interior do Estado de São Paulo, confessou ser o autor dos disparos que causaram a norte de Stefano. A arma que ele usou no crime foi apreendida pela polícia e os exames de balística confirmaram que os projéteis encontrados no corpo de Stefano saíram dela. 

Na mesma confusão que resultou na morte de Stefano, também foi morto a tiros Wesley Algaranha de Amorim, 24 anos. Mas a perícia comprovou que os tiros que o mataram não saíram da arma de Cipó, que em seu depoimento, disse que atirou em Stefano porque ele o teria agredido. 

No julgamento de hoje, a Promotoria de Justiça, representada pelo Promotor João Paulo Lopes,  pediu a condenação do réu por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, mas solicitou que os jurados reconhecessem  a causa de diminuição da pena do homicídio privilegiado.

A tese defensiva sustentada pelo defensor público Matheus Lichy buscou convencer aos jurados de que Cipó teria agido sob violenta emoção logo após a injusta provocação. E explicou a tese citando que a vítima agrediu que então sacou a arma e atirou. 

Os jurados acataram as teses e condenaram o réu por homicídio qualificado-privilegiado. A juíza Liliane Pegoraro Bilharva, que presidiu o Tribunal do Júri, levou em consideração o reconhecimento do privilégio ma dosagem da pena que ficou em 10 anos e 10 meses. Ela não concedeu ao réu o direito de apelar em liberdade e o defensor disse que irá analisar o caso antes de resolver se irá ou não recorrer.