Começou tumultuada a primeira sessão da Câmara de Vereadores de Vilhena no mês de novembro. Insatisfeitos com os valores da taxa de coleta do lixo cobrada pelo SAAE, autarquia municipal responsável pelo serviço, alguns manifestantes lotaram o plenário da Casa de Leis. 

Um dos representantes do protesto queria falar, mas foi impedido pelo presidente da Câmara, vereador Vanderlei Graebin (SD), que lembrou aos presentes que o regimento interno não permite que o plenário se manifeste. “Essa é a nossa Casa, e vocês não nos deixam falar?”, questionou um dos manifestantes. 

O presidente da Câmara se comprometeu a receber os representantes do movimento após o encerramento da sessão. Mas, mesmo assim, não se salvou das vaias puxadas pela parte mais eufórica dos participantes da ação. 

O vereador Junior Donadon (PMDB), que faria uso da palavra, teve que aguardar os ânimos se acalmarem para só então iniciar a sua fala. E ele começou parabenizando a população pela manifestação. “A população tem que arcar com uma carga tributária muito grande e em contrapartida não recebe o que deveria do poder público, que é a prestação de serviço adequado, e isso vem passando de governante a governante e a gente não vê a solução do problema. E aí a população se insurge, como se insurgiu nas manifestações nacionais deste ano, e como vocês estão fazendo aqui hoje, lutando pelos seus direitos. Estão de parabéns!”, disse o vereador. 

Os manifestantes acompanharam a entrega das moções de aplausos ao 3º BPM, recebida pelo Tenente Coronel Gonçalves, comandante do Batalhão de Polícia Militar em Vilhena, e ao líder comunitário Edson de Barros Lima, presidente do Setor 17.

Como prometido, após a reunião, os representantes dos manifestantes foram recebidos pelos vereadores na sala da Presidência da Câmara.