O Hospital de Base Ary Pinheiro, de Porto Velho, fez sua primeira operação de captação de órgãos do Estado de Rondônia, no último sábado. Os rins de uma doadora foram retirados e transportados para Porto Alegre (RS), onde foram transplantados em paciente que aguardava na fila de transplantes nacional. A operação, segundo a Gerência de Coordenação Estadual de Transplantes de Rondônia (GCETRO) foi um sucesso.

Para o secretário de Estado da Saúde, Orlando Ramires, a operação representou avanço na medicina rondoniense. Ramires informou ainda que em breve Rondônia terá seu banco de dados. “Esse banco está em fase de implantação para que os órgãos captados sejam transplantados em pacientes de nosso Estado”. O secretário elogiou os profissionais que participaram “desta primeira de muitas que virão no que diz respeito à captação”.

Em Rondônia já existe uma equipe especializada para identificar potenciais doadores. É a Organização para Procura de Órgãos e Tecidos (OPO), órgão ligado à GCETRO e tem como outros objetivos estimular o adequado suporte ao potencial doador para fins de doação; notificar, em conjunto com a Central de Transplantes de Rondônia, todos os casos com diagnóstico estabelecido de morte encefálica, mesmo daqueles que não se tratem de possíveis doadores de órgãos e tecidos ou em que a doação não seja efetivada; capacitar multiplicadores sobre o acolhimento familiar, morte encefálica e manutenção de doadores e demais aspectos do processo de doação de órgãos e tecidos.

Para o médico Alessandro Prudente, gerente do GCETRO, é necessário que haja conscientização e divulgação de informações a respeito da doação de órgãos. “É muito importante a gente desenvolver uma cultura de doação de órgãos. As pessoas ainda tem um certo medo em relação a doação de órgãos por ela acontecer no paciente com o coração batendo, embora o paciente esteja em morte encefálica”, explica Alessandro.

A captação de córneas, rins e fígado, são as mais comuns. “Outros órgãos como coração e pulmão exigem que a equipe transplantadora esteja mais próxima do lugar da doação”, ressalta. A contribuição da família do doador na hora em que é necessário fazer a captação do órgão é de extrema importância. “É um momento ideal para que ele possa ajudar não uma, mas várias pessoas”, enfatiza Alessandro.