Pesquisa divulgada na quarta-feira (1), pelo Ministério da Saúde revela que 92 casos de casos de infecção por HIV foram detectados, até o mês de junho deste ano, em Rondônia. O objetivo da pesquisa foi marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids e basear a campanha "O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids", que tem como foco os jovens brasileiros de 15 a 24 anos.
De acordo com o relatório, a taxa de incidência de casos de Aids notificados em Rondônia, no período de 1997 (5,8) a 2009 (17,6), subiu para 11,8% considerando a margem de 100 mil habitantes. Apesar de os jovens terem elevado o conhecimento sobre a prevenção da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), a tendência é de aumento de casos.
Levantamento com 35 mil jovens brasileiros de 17 a 20 anos aponta que a prevalência do HIV passou de 0,09% para 0,12%. Quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados (prevalência de 0,17% entre os que têm ensino fundamental incompleto e de 0,1% entre os que têm ensino fundamental completo).
Segundo um estudo feito em 2008, 97% dos jovens de 15 a 24 anos sabem que o preservativo é a melhor alternativa de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a relação se torna estável. O percentual de utilização do preservativo na primeira relação é de 61%, mas cai para apenas 30,7% entre parceiros fixos.
Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha "O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids", lançada nesta quarta pelo ministério para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Maioria dos infectados é branca e com 8 a 11 anos de estudo
A maioria dos brasileiros com HIV em 2009 é formada por brancos (47,7%). Em seguida, estão os negros (46,8%), os amarelos (0,5%) e os indígenas (0,3%), mostra um boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. Segundo o estudo, 4,7% dos pacientes não declararam raça ou cor.
Do total de casos registrados no ano passado (20.832), a maior proporção de infecções está entre brasileiros com 8 a 11 anos de estudo (30%). Em 1999, a incidência era maior entre aqueles com menos escolaridade: 29,5% dos casos foram verificados entre pessoas com até 3 anos de estudo.
Entre as mulheres infectadas, a média é de 4 a 7 de anos de estudo e, entre os homens, de 8 a 11.