Secretário se comprometeu a depositar hoje os vencimentos dos efetivos
Com os salários atrasados e uma pauta extensa de reivindicações, que vai da reposição das perdas salariais dos últimos cinco anos à contratação dos aprovados no último concurso público, servidores municipais da Saúde em Vilhena iniciaram, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 11, uma paralisação em protesto pelo que o presidente em exercício do Sindicato dos Servidores do Cone Sul de Rondônia (Sindsul), Wanderley Ricardo campos Torres, chamou de “desrespeito” com a categoria.
Um grupo significativo de servidores compareceu na Câmara Municipal e se reuniu com os vereadores e alguns secretários municipais para discutirem a assunto. Os servidores saíram da reunião que precedeu a sessão legislativa com a promessa do secretário municipal de Saúde, Adilson Bernardino, de os vencimentos dos efetivos serão depositados ainda hoje. Já os servidores comissionados e os médicos terão que esperar. Os funcionários públicos decidiram manter a paralisação até que seja comprovado o depósito.
“Mesmo fazendo o depósito hoje, ele só poderá passar o comprovante, porque o dinheiro ainda fica bloqueado no banco por 48 horas; e ainda assim apenas os efetivos irão receber. E se os médicos decidirem cruzar os braços? E os comissionados que também trabalharam?” questionou a vereadora Professora Valdete Savaris (PDT), e concluiu: “Trabalhou tem que receber, seja efetivo ou comissionado”.
O presidente da Casa de Leis, vereador Junior Donadon (sem partido), leu parte das reivindicações da categoria e, sobre a questão dos atrasos de salário, afirmou que nenhuma administração pode oferecer serviços públicos de qualidade à sua população sem a devida valorização dos servidores. “O servidor é a parte mais importante de uma administração, ele está na linha de frente e receber seu salário em dia é o mínimo que se espera de uma administração que preze pelo bem estar da sua população”, disse o presidente.
Para Donadon, a atual situação devia ser prioridade para o prefeito e ele mesmo devia tomar a frente e conversar com os servidores. “Infelizmente por muito tempo nosso prefeito foi blindado, ele não conversa, ele não tem condições de dialogar com os servidores, não sei se por falta de conhecimento da administração pública municipal, não sei se por uma questão estratégica, fato é que é muito difícil os servidores chegarem no prefeito para ter um diálogo”, pontuou.