Tratamento de hemodiálise gera déficit de R$ 600 mil por ano

Vilhena recebe R$ 210 mil por mês para realizar terapia renal substitutiva (hemodiálise), que é executada através do Instituto do Rim.

Em média o município gasta cerca de R$ 260 mil com o serviço, gerando um déficit de aproximadamente R$ 600 mil por ano, custeados com recursos que deixam de ser aplicados no Hospital Regional de Vilhena.

O assunto ganha importância quando se constata que são gastos cerca de R$ 35.000,00 por mês custeando hemodiálise para pacientes de Estado de Mato Grosso, principalmente de cidades como Comodoro e Campos de Julio, cujas prefeituras, pela proximidade com Vilhena encaminham seus pacientes para o município.

Estabelecendo uma forma de ação bastante rígida na gestão dos recursos de Vilhena, o secretário de Saúde, Marco Aurélio Vasques, determinou que não houvesse a inclusão de mais nenhum paciente do Mato Grosso em tratamento de diálise em Vilhena, o que levou o prefeito e a secretária de Saúde de Comodoro a procurarem a prefeita Rosani Donadon (PMDB). Neste encontro, ficou estabelecido um prazo de 90 dias para procurar uma solução para o problema.

Vasques, que é membro da Comissão de Intercessores Bipartite (CIB), órgão que estabelece os recursos do SUS, solicitou uma reunião entre o Estado e os municípios que tem serviço de hemodiálise, que foi realizada ontem, (quinta-feira, 08). Após a reunião, ficou definido que o teto financeiro para Vilhena será aumentado, juntamente com Ji-Paraná e Cacoal, bem como será estabelecida um pactuação entre Rondônia e Mato Grosso para custear o tratamento dos pacientes daquele Estado. “Se não houver tal pactuação interromperemos o atendimento dos pacientes que não são de Rondônia", anunciou Vasques.