Estudantes disseram que cintos de segurança “não estavam funcionando”
Por telefone, o secretário de Educação de Vilhena, Clésio Costa, garantiu ao FOLHA DO SUL ON LINE, que o ônibus transportando alunos da rede pública, envolvido num acidente na manhã de hoje, não estava superlotado, quando tombou às margens da BR 363, a poucos quilômetros da área urbana.
Acompanhado do vereador Samir Ali (PSDB), do chefe de gabinete da prefeitura de Vilhena, pastor Mário Sérgio, e da professora Marizete Rover, coordenadora da Secretaria de Estado da Educação no Cone Sul, Clésio visitou os alunos sobreviventes ao acidente, cerca de 15. Segundo revelou, eram 34 sendo transportados e não os “mais de 60” descritos em veículos de imprensa, incluindo este site. Nenhum deles sofreu ferimento grave e a maioria já está recebendo alta, segundo Costa.
O titular da Semed conrou que, no momento do capotamento, possivelmente causado por um problema na barra de direção do ônibus, havia 34 estudantes a bordo, parte vindo para escolas do município e outros para estudar em colégios estaduais.
O educador disse que não descarta que alguns estudantes estivessem viajando em pé, mas nega que isso se deva à falta de assentos. “Temos uma monitora dentro do ônibus, mas você sabe que eles nem sempre obedecem”.
Clésio adiantou que, tão logo receba os laudos apontando as causas do acidente, pretende instaurar procedimento para punir eventuais responsáveis. Ele reconheceu que, embora alguns estudantes tenham relatado que não usavam cintos de segurança “porque eles não estavam funcionando”, isso não está confirmado. A empresa responsável pelo serviço prestado ao município é a Vilhena Transporte, antiga Bueno Tur.
A prefeitura também emitiu nota explicando a situação. Veja abaixo, na íntegra.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Um ônibus de uma empresa que presta serviço de transporte escolar para alunos da rede municipal e estadual de ensino de Vilhena tombou ao lado da BR-364 no início da tarde desta sexta-feira, dia 8, próximo ao frigorífico. Para alívio de todos, apenas uma criança sofreu arranhões superficiais e recebeu atendimento no Hospital Regional de Vilhena.
De propriedade da empresa Vilhena Transportes, o veículo foi vistoriado em janeiro pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia) e também pelo Setor de Transportes da Secretaria Municipal de Educação (Semed), recebendo o laudo de aprovação no mesmo mês.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) isolou a área do acidente para ser realizada perícia no local e no veículo a fim de determinar a causa da queda do ônibus, que “deitou” em uma área de grama e mato às margens da estrada. O veículo estava em trânsito com alunos da Agrovila, de 7 a 15 anos, que estudam no período vespertino nas escolas Cristo Rei, Marcos Donadon, Álvares de Azevedo, Cecília Meireles e Shirlei Cerutti.
Caso o veículo tenha sofrido danos que o impossibilitem de circular na próxima semana, a empresa deve, por contrato, substituir o veículo para que os alunos não sejam prejudicados no transporte escolar.
A Prefeitura acompanha de perto o caso, no Hospital, na rodovia e no Setor de Transportes prestando informações aos familiares e averiguando as causas do acidente, que serão informadas após término da perícia oficial. O secretário de Educação, Clésio Costa, garante que suspeitas de irregularidades no ônibus da empresa ou no transporte dos alunos serão apuradas com rigor.
De acordo com testemunhas oculares do ocorrido, o ônibus era conduzido em baixa velocidade e perdeu o controle ao tentar evitar colisão com o veículo que trafegava à frente. Moradores do local teriam ajudado na retirada dos alunos do ônibus.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 08 de Março de 2019, às 15:23