Na manhã de ontem (quarta-feira, 18), o pediatra Félix Antônio Oyarzabal Dala Riva, que atende no Posto de Saúde do Setor Industrial, em Vilhena, se negou a trabalhar e aconselhou o responsável pela unidade a acionar o Ministério Público. Mais tarde, o profissional de saúde concedeu entrevista à rádio Planalto AM e denunciou que estaria sofrendo “perseguição”.
Falando ao vivo ao repórter Isaach Laurentino, o médico mostrou seus dois últimos contra-cheques: seu salário em julho foi zero e, em agosto, a Prefeitura depositou 90 reais em sua conta.
Ouvintes participaram do programa “Vale Tudo”, no qual foi exibida a entrevista, acusaram Félix de fazer consultas-relâmpago, questionando se estes procedimentos, muitos com duração de cinco minutos, não seriam uma manifestação de sua insatisfação. O doutor foi irônico: “Eu sempre digo que a gente só tem que demorar para fazer sexo e para comer. As outras atividades, se puderem ser feitas com agilidade, não tem problema”, resumiu nestes termos.
O FOLHA DO SUL ON LINE ligou para o secretário de Saúde, Vivaldo Carneiro Gomes, e ele disse que irá abrir uma sindicância para apurar a conduta do servidor, que atua há 13 anos em Vilhena. Segundo Vivaldo, os descontos no salário do pediatra se devem ao fato de ele não cumprir sua carga horária.
Na entrevista, Félix explicou que teria feito um acordo com autoridades de saúde para atender os pacientes, trabalhando às segundas, quartas e sextas-feiras, mas sem estabelecer um horário definido. Vivaldo nega esse acordo e diz que o Ministério Público firmou um pacto com o município para que os horários dos médicos fossem controlados.
O site está à disposição do médico, caso ele queira se pronunciar sobre as declarações de Vivaldo ou expor sua versão sobre os acontecimentos.