Célio
Batista nega ter recebido terreno em “esquema”
Prestes a
completar quatro meses de instalação, a CPI que investiga o vereador Célio
Batista (PR), em Vilhena, ainda não tem data para emitir o relatório no qual
será recomendada a absolvição ou a cassação do parlamentar. Segundo a lei, o
trabalho deveria ser concluído em 90 dias.
Afastado do cargo desde julho do ano passado após uma operação da Polícia Civil, Batista é monitorado por
tornozeleira eletrônica desde então. A única restrição judicial imposta a ele,
no entanto, é para não freqüentar órgãos públicos municipais.
Em virtude
de o inquérito policial sobre a a eventual participação de Célio num suposto
esquema envolvendo loteamentos na cidade sequer ter sido concluído e enviado ao
Ministério Público, a quem cabe denunciar o vereador, a CPI que o investiga se
arrasta aguardando mais provas contra ele. O próprio Célio e suas testemunhas
ainda não foram ouvidos pela Comissão da Câmara.
Segundo o
edil, ele não recebeu nenhum terreno e está ansioso por ser ouvido na justiça,
onde pretende demonstrar que a acusação não procede.