Melki e Bagattoli não receberam nenhum repasse de suas coligações
Analisando a prestação de contas dos candidatos no sistema eletrônico do TSE, o FOLHA DO SUL ON LINE descobriu que dois vilhenenses estão disputando o pleito em condições de desigualdade: o empresário Jaime Bagattoli (PSL), candidato a senador, e o ex-prefeito Melki Donadon (PDT), que concorre a deputado federal, não receberam um centavo sequer de recursos públicos para suas canpanhas.
O Fundo Partidário, destinado ao financiamento de campanhas eleitorais, foi criado para substituir os recursos financeiros doados por empresas, proibido pelo STF. Os critérios de distribuição do recurso para os partidos levaram em consideração a quantidade de deputados federais que cada legenda possui.
Ficou para que os partidos definissem como seria distribuído o dinheiro entre seus candidatos, sendo obrigatório destinar 30 por cento da verba para mulheres. Assim, os diretórios nacionais estão privilegiando aqueles detentores de mandato de deputado federal para destinar os recursos ou aqueles que tenham maiores chances de ganhar a eleição. Ou seja, levam vantagem os presidentes regionais de partido e seus preferidos.
Desta forma, enquanto Bagattoli, milionário, banca sua própria candidatura, Melki conta com os poucos recursos próprios de que dispõe. Apenas para efeito de comparação, vejam quanto receberam de seus partidos alguns adversários dos dois vilhenenses:
CANDIDATOS A DEPUTADO FEDERAL
Tiziu Jidalias (SD): meio milhão de reais
Luiz Cláudio (PR): R$ 2 milhões
Mauro Nazif (PSB): meio milhão
Mariana Carvalho (PSDB): R$ 1 milhão
Marinha Raupp (MDB): R$ 2 milhões
Lúcio Mosquini (MDB): R$ 1,520 milhão
CANDIDATOS AO SENADO
Jesualdo Pires (PSB): R$ 1 milhão
Valdir Raupp (MDB): R$ 2 milhões
Confúcio Moura (MDB): R$ 1,6 milhão
Carlos Magno (PP): R$ 1,233 milhão
Marcos Rogério (DEM): R$ 700 mil
Fátima Claide (PT): R$ 500 mil
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 11 de Setembro de 2018, às 10:26