Segundo sobrinha, sepultamento precisou ser antecipado
Foi sepultada ontem, em Vilhena, a dona-de-casa Cleidiane Silva Pires, 44 anos, cujo corpo foi jogado para fora do carro funerário, quando estava vindo de Cacoal. O caso foi narrado em primeira mão aqui.
Hoje, por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINEA conversou com uma sobrinha da vilhenense, que há 9 anos lutava contra o câncer. A entrevistada revelou detalhes do episódio, que revoltou a família de Cleidiane.
Segundo a sobrinha, a dona-de-casa seguia de ambulância para uma consulta em Cacoal, onde fazia tratamento. Chegando à cidade, não resistiu e veio a óbito.
Um carro da Funerária Vilhena foi contratado para fazer o translado do cadáver. No veículo, além do corpo, viajava o marido da mulher, o pedreiro Nilton de Paula, 40.
Numa curva a cerca de 20 km de Pimenta Bueno, em direção a Vilhena, uma roda da viatura travou e ela saiu da pista da BR 364, despencou numa ribanceira em seguida. O motorista não sofreu ferimentos, mas o marido da mulher teve um pequeno corte no nariz.
Já o corpo de Cleidiane, que deixa um casal de filhos, ambos maiores, saiu do caixão e foi atirado a vários metros. A sobrinha relata que houve várias fraturas e cortes, deixando a vítima irreconhecível. Em virtude dos danos, o sepultamento precisou ser antecipado e muitos familiares nem puderam comparecer à cerimônia.