Reeleito para presidir o PMDB em Vilhena há pouco mais de um mês, o deputado federal Natan Donadon vai ter que dar explicações em relação à suspeita de que o pleito não teve validade. O parlamentar, na verdade, disputou a reeleição, já que assumiu o comando da agremiação em virtude da renúncia do vereador licenciado Ronaldo Alevato, que aliás é seu cunhado.
Vice presidente da sigla, o empresário Elizeu Lima chegou a tentar impedir a ascensão de Natan, anulando o ofício através do qual Ronaldo renunciava e convocava a eleição extraordinária. Natan ignorou a iniciativa de Lima e concorreu, assumindo o partido e convocando o diretório para reelegê-lo.
Acontece que, no site do TSE, embora o próprio Natan figure como presidente do diretório, nenhum dos que foram eleitos para a nova cúpula, tem os nomes aprovados. O deputado Marcos Donadon, por exemplo, eleito vice-presidente, não consta como habilitado para a função. O posto, de acordo com a página eletrônica da instância máxima da Justiça Eleitoral, continua sendo exercido por Elizeu Lima, que tem mandato até o dia 25 de outubro do ano que vem.
Caso se confirme (como suspeitam adversários da família Donadon) que a eleição não teve validade, o empresário Jaime Bagattoli, que se filiou à agremiação para disputar a Prefeitura, no ano que vem, vê seu cacife aumentar. Apoiado por Lima e pelo senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB, o recém-chegado terá mais facilidade para aprovar seu nome na convenção se for mantido o grupo anterior.
O caso, no entanto, pode não ser tão sério quanto parece. Existe a possibilidade de que o resultado da eleição vencida por Natan não tenha sido incluída nos registros do TSE. Neste caso, o parlamentar só precisa acionar sua assessoria para que o esclarecimento seja feito e evite sobressaltos entre os aliados.