“Se for ouvir a população eles vão dizer que tem que acabar com os vereadores”. A frase é do vereador Elias Músico (PSC), que é favorável que a partir da próxima legislatura Vilhena tenha 13 vereadores. “Para mim 13 é um número ideal para representar melhor a população e não vai aumentar os gastos”. Participando da mesma opinião estão os vereadores Carmozino Alves (PSDC), que se recusou veementemente a falar sobre o assunto, e o presidente da Câmara, Marcos Cabeludo (PRP).
Elias disse ainda que, se for aprovado o aumento pretendido por ele, sequer será necessária uma reforma na Câmara, visto que já existe número suficiente de gabinetes na Casa, pois, anteriormente a cidade já teve 13 vereadores.
Mas, o vereador Vanderlei Graebin (PMDB), discorda do colega, e tem o apoio de José Garcia (DEM). Para eles o ideal seria permanecer com o número atual. Graebin alega que, caso seja (e tudo indica que será), aprovado o aumento para 13, será necessária uma reforma, ou até mesmo a construção de novas salas, “haja vista os antigos gabinetes estarem ocupados pelo pessoal administrativo”, afirmou.
Estranhamente, o maior grupo, aquele que participa da idéia que o ideal para Vilhena seria ter 15 edis, parece convencido a aprovar o meio termo, ou seja: nem 10, nem 15, e sim 13. Esse grupo é formado por Cabo João (PTB), Jaci Alves (PMDB), José Cechinel (PSC), Eliane da Emater (PV) e Pedro Panta (PRP).
O grupo defende que um número maior de vereadores fiscalizaria melhor o Executivo e também o próprio Legislativo. Os parlamentares também afirmam que não haverá aumento no repasse de verba para a Câmara, porque o montante destinado pela Prefeitura para o custeio das atividades parlamentares é de 7%, independente do número de vereadores, isso regido pela Constituição Brasileira. “Só não querem o aumento para 15 vereadores aqueles que só querem ganhar dinheiro”, afirmou Cechinel.
Os vereadores têm até o dia 5 de outubro para definir quantas cadeiras o Legislativo terá a partir de 2013.
Fora da Câmara há uma movimentação de partidos políticos pequenos que pretendem colher cerca de 2.500 assinaturas, que obrigaria os vereadores, caso aprovem o projeto que aumenta para “apenas” 13, a votarem outro projeto aumentando mais duas vagas, chegando assim aas 15 cadeiras.