Internada desde que foi resgatada junto com o marido, após um acidente no bairro 5º BEC, em Vilhena, a comerciante Valdineia Gonçalves de Lima, de 38 anos, criou uma “vakinha” para tentar conseguir R$ 25 mil e pagar a cirurgia no fêmur, pela qual precisa passar.
Néia, como é conhecida, estava sendo levada para casa, pelo marido, Everton Chalito de Moura. Quando o casal, dono de uma lanchonete no bairro Bela Vista, estava chegando à residência de ambos, a caminhonete dirigida por um pecuarista atingiu a motocicleta dos dois, matando o provedor da família.
Após a colisão fatal, o motorista, que seria estudante de medicina, fugiu do local, mas depois se apresentou na polícia e foi liberado. A versão apresentada por ele não foi divulgada pelas autoridades que investigam o caso (CONFIRA AQUI).
Sem poder cuidar do casal de filhos, a viúva, que começou a namorar o marido quando ambos (da mesma idade), tinha apenas 18 anos, viu na ação solidária o meio de custear o procedimento pelo qual não pode pagar e que será realizado na rede particular (VEJA NA IMAGEM SECUNDÁRIA).
Segundo a sobrevivente, ainda internada no Hospital Regional de Vilhena, de onde concedeu entrevista por telefone ao FOLHA DO SUL ON LINE, o advogado dela já entrou com ação na justiça contra o causador da tragédia.
O advogado do acusado teria procurado Neia no hospital para dizer que o carro do cliente tem seguro, mas ela está decidida a deixar que a justiça se manifeste. “Fiquei desamparada, com dois filhos e sem o provedor da família”, comenta, mencionando a menina de 13 anos e o garotinho que fará 3 em outubro, que ficaram órfãos por causa da ocorrência de trânsito.
.