Nenhum dos parlamentares presos obteve conseguiu liberdade

Mais um pedido de habeas corpus negado mantém os vereadores presos distantes de conquistar a liberdade em terceira instância. Desta vez, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o requerimento de soltura do vereador Junior Donadon (PSD) que permanecerá no Centro de Correição da Polícia Militar, em Porto Velho. 

A liminar foi negada na segunda-feira,30, pelo ministro Felix Fischer que também não concedeu liberdade ao ex-prefeito Zé Rover (PP) e ao ex vereador José Garcia (DEM), que haviam impetrado recurso ainda no ano passado e aguardam julgamento do mérito. 

Até agora nenhum dos vereadores presos acusados de participação em um esquema de corrupção envolvendo loteamentos em Vilhena obteve sucesso junto aos tribunais ao requererem a liberdade provisória. Já se passaram mais de 90 dias desde a primeira prisão, que foi a de Garcia, mantido na Casa de Detenção de Vilhena desde outubro do ano passado. As reiteradas decisões em desfavor dos acusados têm desafiado seus defensores em razão dos prazos, que eles consideram excedidos para manter as prisões, uma vez que a data para a audiência de instrução ainda nem tem previsão para acontecer. 

DELAÇÃO PREMIADA 
Sem previsão para o julgamento do mérito do HC em Basília, o prefeito Zé Rover, assim como Júnior Donadon, continua alojado no Centro de Correição da Polícia Militar em Porto Velho. A possibilidade de sua saída agora pode também estar dependendo de uma negociação de acordo de Delação Premiada que vem sendo discutida entre ele e as autoridades que o investigam desde antes de ter sido decretada sua prisão preventiva no ano passado. 

Informações não oficiais (até porque o vazamento do conteúdo anula a colaboração) acerca de esquemas que serão “dedurados” dão conta de que a contribuição de Rover pode gerar outros braços para as investigações que ainda não terminaram, apesar dos destroços deixados pelas diversas operações da Polícia Federal deflagradas nos dois últimos anos. 

A colaboração de Rover pode desvendar o que tem por trás das negociações, envolvendo a destinação de recursos públicos com cifras elevadas oriundas de emendas parlamentares e convênios com ministérios federais. Uma vasta lista deve apontar nomes de figuras importantes que representam a política nacional e estadual, além de vereadores da atual legislatura, que ainda não foram alvos de investigação.