O vereador Jaime Gazola (PV), o bioquímico Fábio Storer e os médicos Amado Rahhal e Milton Moreira (ex-secretário de Estado da Saúde) foram considerados culpados na ação de improbidade administrativa 0249690-13.2009.8.22.0001 e condenados a multa, suspensão dos direitos políticos por 3 anos e proibição de contratar com a administração pública pelo mesmo período.
A ação civil pública apurou irregularidades no contrato de terceirização do laboratório de Patologia do Hospital de Base, em 2009, que acabou suspenso por ordem da Justiça, por não ter sido licitado. A empresa Associação São Lucas, do vereador Jaime Gazola, acabou sendo indicada para realizar os serviços laboratoriais, sem passar por licitação, utilizando instalações do próprio hospital.
Na época, o médico Amado Rahhal era diretor geral do HB, Milton Moreira o secretário de Estado da Saúde (Sesau) e Fábio Storer o responsável pelo gerenciamento da terceirização. Na sentença de mérito, a Juíza Inês Moreira da Costa, não só anulou em definitivo a terceirização como determinou a recomposição da situação funcional e patrimonial existente anteriormente, anulou as remoções dos servidores, lotados no Núcleo de Patologias Clínicas, inclusive do Núcleo Criança e Vida, do hospital; e devolução dos demais bens patrimoniais, equipamentos e, arquivos de exames, retirados desses núcleos.
QUEM É GAZOLA? – Empresário do segmento educacional (dono da Faculdade São Lucas, uma das mais tradicionais de Porto Velho), o vereador é o primeiro suplente do deputado Luizinho Goebel (PV), que disputa a Prefeitura de Vilhena. O parlamentar da capital, aliás, teria prometido ajuda financeira a Goebel, interessado em sua vitória, pois herda a vaga caso o correligionário vença o prefeito Zé Rover (PP) nas urnas.