O FOLHA DO SUL ON LINE confirmou (informalmente, porque nenhum diretor aceita falar abertamente sobre o assunto), que funcionários de escolas estaduais de Vilhena estão se revezando e dormindo dentro dos estabelecimentos de ensino. A medida visa proteger o patrimônio dos colégios, que desde o dia 30 de outubro, não são mais guardados por vigilantes armados.
Com o fim da ação dos guardas, despedidos pelo Governo do Estado, os diretores das escolas, temendo o roubo de computadores e de outros equipamentos, estão organizando os turnos dos servidores que se dispõe a passar a noite na vigília.
A situação cria um enorme risco para o próprio Estado, que poderá ser responsabilizado civil e criminalmente caso algum voluntário seja ferido durante a permanência no local, que deveria ser protegido por profissionais com treinamento para enfrentar situações perigosas.
Pior do que a carga horária esticada sem a devida remuneração extra, é a pressão sobre os servidores, que sequer permitem que seus nomes sejam revelados, temendo represálias dos superiores ligados à educação.