Causa estranheza nos meios políticos vilhenenses a apatia do governador Confúcio Moura (PMDB), que tem mantido quilométrica distância da disputa eleitoral local. Embora seu partido tenha candidato, o mandatário não declara apoio público a ninguém.
Além de não se envolver pessoalmente na batalha política, Confúcio também não orienta seu grupo, o que faz com que servidores comissionados adotem a postura que querem. É o caso, por exemplo, do ex-prefeito Heitor Batista e da ex-vereadora Sandra Melo, que são aliados do governador, mas apóiam a reeleição do prefeito Zé Rover (PP).
Recentemente, em visita à cidade, o peemedebista cometeu uma gafe histórica, ao chamar de “meu prefeito” o deputado Luizinho Goebel (PV), que concorre contra Rover. A César Stefanes, que disputa a Prefeitura com o apoio do PMDB, que indicou o vice, Jandir Ferreira, o governador dedica impressionante desprezo.
De acordo com fontes do FOLHA DO SUL ON LINE, Confúcio tem um almoço marcado com o prefeito Zé Rover hoje, no restaurante Tókio, que é de propriedade de Sandra Melo. Nada mais natural, afinal, os dois são autoridades no exercício da função e podem (devem, na verdade) se encontrar para discutir temas de interesse público.
O problema do governador é sua dubiedade: ele parece querer agradar a todos. Bem diferente do que fazem os senadores Ivo Cassol (PP), Acir Gurgacz (PDT) e Valdir Raupp (PMDB), que fizeram questão de tomar partido nestas eleições. Este último (Raupp), mesmo não “engolindo” o grupo do ex-prefeito Melki Donadon (PTB), que apóia Stefanes, não anda fazendo “gracinhas” com adversários que farão campanha contra si daqui a dois anos.